Nerdices

Tolkien – uma breve sinopse

Se você está aqui é porque é um fã do Tolkien. Nesse mês de janeiro haverá publicações referentes ao pai do gênero fantástico, um dos melhores escritores do planeta, um exímio linguista. Ele dividiu conosco o seu mundo secundário, a Terra Média, inspirando a criação de jogos de RPG como Dungeons&Dragons; música, como o Power metal; É claro, filmes: O Senhor dos Anéis e O Hobbit. 

J. R. R. Tolkien foi um grande estudioso da língua inglesa, especializado em inglês antigo e médio. Um dos maiores conhecedores do Inglês Anglo-Saxão. Ao todo sabia 16 línguas e inventou algumas, as mais famosas: Qenya e Sindarin (idiomas élficos). Lecionou na Universidade de Oxford. Quer continuar a saber mais? Leia até o final.

Nascimento e Juventude

John Ronald Reuel Tolkien, internacionalmente conhecido como J. R. R. Tolkien, nasceu em Bloemfontein em 3 de Janeiro de 1892, África do Sul. Seu pai, Arthur Reuel Tolkien e sua mãe, Mabel Suffield, nasceram em Birmingham, Inglaterra, porém devido a questões de trabalho se mudaram para a Áfica do sul. O pai de Tolkien era bancário e trabalhava no Bank of Africa. Em 1895, Mabel e os filhos voltaram para a Inglaterra por questões de saúde. Em 1896 o pai de Tolkien faleceu devido a febre reumática. Dessa forma, a família de Tolkien decidiu ficar na Inglaterra, mais precisamente no subúrbio de Birmingham.

Em 1900, a situação financeira da família se complicou, Mabel se converteu ao catolicismo e sua família cortou a ajuda financeira. Tolkien e seu irmão Hilary se converteram ao catolicismo idem e permaneceram até o fim de suas vidas. Em 1904, as circunstâncias pioraram, a mãe de Tolkien foi diagnosticada com diabetes, morrendo poucas semanas depois, pois não havia insulina na época.

O Padre da paróquia que os visitava regularmente assumiu a situação, assegurando-se do bem-estar físico e espiritual dos meninos. Os meninos foram viver com uma tia antipática e depois com Sra. Faulkner.

Nessa altura, J. R. R. Tolkien já mostrava habilidades linguísticas notáveis. Tendo domínio do latim e grego, estudado línguas antigas e já se ocupando em criar as suas próprias.

Com 16 anos, na casa de hóspedes da Sra Faulkner, Tolkien conheceu a mulher que viria a ser sua futura esposa, Edith Bratt.

Em 1911, deu inicio a carreira acadêmica, ingressando no Exeter College da Universidade de Oxford. Em 1915, Tolkien obtém seu diploma, com honras, de licenciatura em literatura. Em Março de 1916 ele e Edith se casam.

A graduação e o méritos acadêmicos não o libertaram  da convocatória militar, logo após o casamento, foi chamado para a guerra. Tolkien sobreviveu à Batalha do Somme (província de Soma), uma mal-sucedida incursão na França e Bélgica, onde morreram mais de 500 mil combatentes. Em novembro de 1916, depois de contrair tifo, J.R.R.Tolkien foi enviado de volta à Inglaterra.

No período de recuperação, ele começou a escrever Book of Lost Tales (não foi publicado em sua vida), em que a maioria das principais histórias de O Silmarillion aparecem em sua primeira forma: contos dos Elfos e os “Gnomos”, com suas línguas: Qenya e Goldorin. São encontradas as primeiras versões registradas das guerras contra Morgoth, o cerco e a queda de Gondolin e Nargothrond, os contos de Túrin e de Beren e Lúthien. Em 1917 nasceu o seu primeiro filho, John Francis Reuel Tolkien.

Vida Acadêmica

Em Novembro de 1918, Tolkien começa a trabalhar no New English Dictionary de Oxford, demonstrando seu exímio conhecimento em anglo-saxão. Em 1920, vai para Universidade de Leeds, para lecionar língua inglesa. Na cidade de Leeds, nasceram mais dois de seus filhos: Michael em 1920 e Christopher em 1924.

Em 1925 o cargo para professor de Anglo-Saxão ficou vago em Oxford, abrindo caminho para Tolkien, que permaneceu nesse cargo até  1945. Em 1929 nasce Priscilla, sua filha. Em 1945, ele mudou de cadeira para Língua e Literatura Inglesa permanecendo no cargo até a sua aposentadoria em 1959. 

Em 1972, J. R. R. Tolkien recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Letras da Universidade de Oxford, e conseguiu o seu último e mais importante título: a Ordem do Império Britânico, dada pela Rainha Elizabeth, uma das maiores honras britânicas.

Obra

Em 1925, Tolkien colaborou com EV Gordon na edição de Sir Gawain & the Green Knight , seu primeiro livro. Ele continuava a trabalhar Book of Lost Tales e refinando a suas línguas inventadas.

Por volta de 1930, Tolkien começa a escrever O Hobbit, e devido ao seu perfeccionismo, que o impelia a criar vários rascunhos, foi publicado a primeira edição em 1937, pela editora Allen & Unwin. Devido ao sucesso, foi encorajado a dar uma continuação a saga. Em 1949, a obra foi para as mãos da editora . Em princípio o texto foi recusado, pois a ideia de Tolkien era lançar dois volumes, sendo eles O Silmarillion e O Senhor dos Anéis, já que ele os considerava interdependentes e indivisíveis. Contudo, um editor da Collins, havia gostado da ideia e começou a encorajar Tolkien a publicar os livros pela editora Collins. Depois de atrasos na publicação, Tolkien perdeu a paciência e desistiu do acordo. Posteriormente, após algumas conversas com Rayner Unwin ( foi um dos que recebiam os rascunhos de O Senhor dos Anéis ), a decisão da Allen & Unwin foi reconsiderada e, em 1954, foram publicados os dois primeiros volumes: A Sociedade do Anel e As Duas Torres. Em 1955 foi publicado o terceiro e último volume: O Retorno do Rei. A ideia original era lançar a obra toda num único volume, mas para baixar os custos de impressão, foi dividida em três volumes.

Após a sua morte, o filho de Tolkien, Christopher, editou e publicou O Silmarillion (em 1977), além de nos anos 80 e 90 lançar a série The History Of Middle-Earth (A História da Terra-Média), uma gigantesca coletânea dividida em doze volumes, e Unfinished Tales of Númenor and Middle-Earth (Contos Inacabados),  Os Filhos de Húrin, também baseados em manuscritos do seu pai, livro esse lançado em 2007. Em 5 de Maio de 2009, The Legend of Sigurd and Gudrún (A Lenda de Sigurd e Gudrún). 21 de Maio de 2013, The Fall of Arthur (A Queda de Arthur). Em 4 de maio de 2017, Beren e Lúthien.

Falecimento

No dia 28 de Agosto de 1973 Tolkien sentiu-se mal durante uma festa, e na manhã do outro dia foi internado, com uma úlcera e hemorragia. No sábado descobriu-se que tinha uma infecção no peito. Aos 81 anos de idade, então, nas primeiras horas do domingo de 2 de Setembro de 1973, J. R. R. Tolkien morre na Inglaterra. Enterrado junto com a esposa, no Cemitério de Wolvercote, no túmulo feito de granito da Cornualha, abaixo do seu nome há a inscrição Beren.

Em 1992, ano em que Tolkien completaria 100 anos, duas árvores foram plantadas em seu tributo em Oxford pela Tolkien Society e pela Mythopoeic Society, grupos de leitores e estudiosos de sua obra. Essas duas árvores fazem alusão às Duas Árvores de Valinor, que davam luz a Valinor nos Dias Antigos.

Legado

O Legado deixado por J. R. R. Tolkien extendeu as páginas dos livros. Surgiram adaptações para o cinema, sendo as mais famosas as trilogias O senhor dos Anéis e O Hobbit, dirigidas por Peter Jackson. A música, influenciando bandas como Led Zappelin, Blind Guardian, Rush, Jethro Tull, entre outras. Jogos, como o RPG, para computador e vídeo-game. Desenhos animados, literatura e histórias em quadrinhos. A Internet, milhares de sites dedicados ao autor e suas obras. Tolkien é aclamado como maior autor do século XX em pesquisas de opinião.

O Universo Tolkien é extemamente extenso, e um pouco dele será abordado em publicações nesse mês. Se você gosta do legado e obras dele, acompanhe o site.

Muito Obrigada!

Segue imagens de pinturas inspiradas nas obras de Tolkien:

Referências:

| The Tolkien Society| [ J.R.R. Tolkien: A Biographical Sketch ] e [ Timeline ]

|Wikipédia| [J R. R. Tolkien ]

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: